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Nascido em 15 de julho de 1951 em Niterói, RJ, Rui Motta - baterista autodidata e compositor, estudou harmonia e piano.

Em sua longa carreira profissional gravou centenas de músicas com grandes nomes do cenário brasileiro e de outros países, tocando em outras centenas de shows e workshops no Brasil e exterior.

Possui sete métodos musicais editados, três CDs solo e um vídeo.

Com atuação didática na área rítmica da música, inaugurou, em 2006, a Oficina de Bateria Rui Motta.


Rui Motta à bateria com Os Corujas em 1966

Rui Motta começou a tocar com 13 anos e aos 15 atuava em bailes por todo o Rio de Janeiro, além de tocar nos primeiros programas de rádio e televisão com seu grupo Os Corujas. 

Participou ativamente dos movimentos iniciais do rock nacional nos anos 60, tocando em festivais e "concertos" de rock com as bandas Veludo Elétrico e Sociedade Anônima. Com esta fez as primeiras gravações de estúdio para a novela "O Homem que deve morrer" da TV Globo e um compacto simples para a Som Livre. O grupo concorreu no Festival Internacional da Canção (FIC) de 1971, que era o maior evento musical do país.

Em 1973 integrou-se aos Mutantes na fase pós – tropicalista, quando foi eleito duas vezes “Baterista do Ano” pela revista Rock. Com Mutantes Rui gravou três discos: Tudo foi feito pelo sol, Mutantes ao Vivo e Cavaleiros Negros. A banda encerrou suas atividades em 1978 depois de uma temporada de seis meses na Europa e de shows memoráveis que marcaram toda uma geração. 

 




Túlio Mourão, Sérgio Dias, Rui Motta e Antônio Pedro

Foto: Mutantes do Estúdio Eldorado, em São Paulo, 1976, gravando o compacto duplo Cavalheiros Negros.



Foto: Rui Motta tocando com Ney Matogrosso no Canecão, em 1987, no Rio de Janeiro.

Como músico de apoio Rui Motta trabalhou com Ney Matogrosso, Marina, Moraes Moreira, Zé Ramalho, Sá & Guarabyra e outros. Em 2005 tocou uma temporada com Erasmo Carlos, Wanderléa, Golden Boys e Vanusa, num projeto do CCBB.


Com vasta experiência de estúdio, gravou com artistas e músicos como João do Valle, Jorge Mautner, Alberto Camerini (na Itália), Fernando Moura, Wando, Dulce Quental, Renato Teixeira, Amelinha, Ednardo e muitos outros, em mais de trezentas gravações. 

Nos anos 80 integrou as bandas Via Láctea, Trapézio, Etiketa, Gang 90 e KGB.

Em 1984 gravou o disco "Till we Have Faces", do guitarrista inglês Steve Hackett (ex- Genesis), editado na Europa e Japão. 

Com o primeiro disco solo – Mundos Paralelos – de 1992, foi indicado para o Prêmio Sharp. Neste ano formou seu grupo - Rui Motta & Banda.

Um ano depois teve seu primeiro método editado - Bateria em Todos os Níveis - que vem a ser um marco no catálogo nacional do setor, inaugurando uma série de edições, num total de sete até o momento, fruto de um esforço contínuo para criar e sistematizar a tecnologia envolvida na execução da bateria. Os livros seguintes, todos da Editora Vitale, são: 

  - Curso de Bateria vol. I (de 1996, com CD)
  - Curso de Bateria vol. II (de 1996, com CD)
  - Curso de Bateria vol. III (de 1996, com CD)
  - Manual do Baterista (de 2001, com CD)
  - Curso de Divisão Rítmica vol. I (de 2003, com CD)
  - Curso de Divisão Rítmica vol. II (de 2006, com dois CDs)

Com os livros Rui Motta fez a união do perfil artístico com a consolidação de uma didática, e mostra esse trabalho nos workshops e cursos que ministra nos Festivais e Encontros de Bateristas como os de São João Del Rei, Domingos Martins e Cascavel. 

Em 1997 a C. Ibañez, fábrica de baquetas radicada no sul do país, lançou um modelo exclusivo com sua assinatura, o 1002 Rui Motta.

Em 1998 produziu e lançou o "Rui Motta Vídeo-Workshop", onde explora as possibilidades técnicas e artísticas da bateria, colocando em prática a idéia de fazer um vídeo no formato de workshop.

No ano 2000 produziu e gravou o CD Sinestesia, com músicas e arranjos próprios, destinado à empresa Ceratti.

Seu terceiro CD - Ilusão Motriz - indicado para o Prêmio TIM, saiu em 2003. A música Múltiplos Desejos deste disco também está no DVD áudio "Brazilian Jazz", editado nos E.U.A.

Em 2003 co-produziu o CD do livro "Para ouvir, tocar e cantar" de Daniel Azulay, editado pela Vitale. Rui Motta também fez a produção dos seus dois últimos discos, além dos CDs que encartam seus livros e o CD "Rio Acima", banda radicada no Vale do Paraíba, SP.

No Rio de Janeiro mantém a Oficina de Bateria Rui Motta, escola inaugurada em 2006, voltada para o ensino da bateria e percussão. 
 


  

 O Espaço da Música Instrumental Brasileira

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