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Desde o início de sua trajetória, Rui Motta integrou vários conjuntos (como eram chamados os grupos de baile nos anos 60) e bandas, inclusive Mutantes.

 

O COMEÇO


Nos primeiros passos de sua carreira, ainda em Niterói, cidade natal onde morou até os 21 anos, Rui Motta atuava constantemente em bailes, tocando músicas de todos os estilos, cumprindo um período que se destaca pelo  embasamento musical e experiência de palco que obteve. Cronologicamente, os grupos dessa fase (que durou até 1967) são os seguintes:

OS APACHES (Rui Motta)

Seu primeiro grupo, aos 13 anos. Tocavam em festas de amigos, usando a “vitrola” do dono da casa como amplificador de baixo e guitarra.
Formação: guitarra, baixo e bateria.


OS CORUJAS (Rui Motta)

Grupo mais significativo dessa fase, passando a atuar remuneradamente a partir daí (aos 15 anos), por todo o estado do Rio de Janeiro.
Tipo de repertório: música brasileira, latina, balada, rock e iê-iê-iê.

 

 


Rui Motta à bateria

ZOOM 2000 (Rui Motta)

Tocavam um repertório cult de grupos pouco conhecidos como Young Rascals e The Foundations.
Formação: vocal, órgão, guitarra, baixo e bateria.



MUSI SHOW (Rui Motta)

Grupo de rock e soul music. Tocavam de Jimi Hendrix (principalmente) a Wilson Pickett e Otis Reding.
Formação: guitarra, trumpete, baixo e bateria.


OS LOBOS (Rui Motta)

Grupo muito conhecido nessa época. Tocavam algumas músicas próprias mixadas com um repertório de rocks de sucesso.
Formação: vocal, guitarra, órgão, baixo e bateria.



VELUDO ELÉTRICO, SOCIEDADE ANÔNIMA E MUTANTES


Auto-didata convicto, Rui Motta estudou piano por sua conta (assim como a bateria), compondo, por volta de 1968, suas primeiras músicas (com letra) e os primeiros arranjos de bateria, já que esses grupos tocavam músicas próprias. Seguindo a cronologia são os seguintes:


VELUDO ELÉTRICO (1968/1969) - (Rui Motta)

Banda muito badalada no Rio de Janeiro que fervilhava com o movimento flower power. Em sua meteórica existência teve tempo para inaugurar o primeiro espaço literalmente underground do rock carioca, a Toka do Rock, situada nos porões da faculdade Cândido Mendes, em Ipanema. Foi a primeira banda que integrou, logo depois da fase dos bailes, passando a atuar em  shows.

Integrantes: Paul de Castro (guitarra e vocal), Lulu Santos (guitarra e vocal), Túlio Mourão (teclados), Fernando Gama (baixo) e Rui Motta (bateria).


SOCIEDADE ANÔNIMA  (1969/1972)  (Rui Motta)

Banda de vanguarda no seleto cenário do rock brasileiro,  final dos anos 60. Com esse grupo Rui Motta fez  sua primeira gravação de estúdio, com a música Solto no Ar (Paulo Machado e Cláudio Forster), da trilha sonora da novela “O Homem que deve morrer” (TV Globo). O grupo também foi classificado para a fase final do FIC (Festival Internacional da Canção) de 1971, no Maracanãzinho e gravou um compacto duplo com as músicas Quem não canta e não dança (Paulo Machado e Nelson Motta) e Filho do sol (Paulo Machado e Cláudio Forster).

 
Da esquerda para direita: Roberto Klein, Rui Motta e Paulo Machado.
 

 


MUTANTES (1972/1978) - (Rui Motta)

Rui Motta foi integrante da banda na fase pós tropicalista, gravando dois LPs e um compacto duplo. O grupo  dissolveu-se depois de uma temporada de seis meses na Europa.

CD “Tudo foi feito pelo sol”

Integrantes: Sérgio Dias (guitarra e vocal), Túlio Mourão (teclados e vocal), Antônio Pedro (baixo e vocal) e Rui Motta (bateria e vocal). 

 

 

 

 

Compacto duplo “Cavaleiros Negros”

Integrantes: Sérgio Dias (guitarra e vocal), Túlio Mourão (teclados e vocal), Antônio Pedro (baixo e vocal) e Rui Motta (bateria e vocal).

 

 

 


 

 

 

CD “Mutantes ao Vivo”

Integrantes: Sérgio Dias (guitarra e vocal), Luciano Alves (teclados e vocal), Paul de Castro (baixo e vocal) e Rui Motta (bateria e vocal).

 

   
 

Rui Motta e Luciano Alves
gravando em estúdio da cidade de Milão em 1977.
Em cima: Rui Motta
Em baixo:
Sérgio Dias, Túlio Mourão e Antonio Pedro.



Mutantes - 1973

Mutantes - 1974

Mutantes 1978 - última formação: Sérgio Dias, Luciano Alves, Fernando Gama e Rui Motta.

Mutantes - Hoje

VIA LÁCTEA, TRAPÉZIO, ETIKETA E KGB

 

Após o fim das atividades dos Mutantes, Rui Motta integrou, nos anos 80, mais quatro bandas, seguindo a trilha do rock inteligente com boas composições e arranjos elaborados. Cronologicamente essas bandas são as seguintes: 

 

VIA LÁCTEA (1983) - (Rui Motta)
Da esquerda para direita: Rui Motta (bateria, composições e arranjos), Fernando Moura (teclados), Ricardo Moretti (voz), Ronaldo Diamante (baixo) e Izidoro Kutno (guitarra).

 

 

 


TRAPÉZIO (1984) - (Rui Motta)

Da esquerda para direita: Fernando Moura (teclados, composições e arranjos), Rui Motta (bateria, composições e arranjos),Tônia Schubert (voz) e Ronaldo Diamante (baixo).

 

 

 

 

 

 


ETIKETA (1985) - (Rui Motta)

Quarteto que teve a seguinte formação inicial: Julinho Teixeira (teclados e arranjos), Rogério Meanda (guitarra), Pedro Baldanza (baixo, voz, composições e arranjos) e Rui Motta (bateria, composições e arranjos).
Mais tarde, o arranjador e tecladista Lincoln Olivetti  integrou a banda que passou a dar suporte aos shows de Neuzinha Brizolla, com quem gravaram um disco.

 


KGB (1986) - (Rui Motta)

Banda formada para dar suporte aos shows de Ney Matogrosso. Gravaram um disco mix solo com quatro músicas.

 


Integrantes: Piska (guitarra, composições e arranjos), Julinho Teixeira (teclados e arranjos), Willie (voz), Pedro Baldanza (baixo, composições, arranjos e voz) e Rui Motta (bateria e arranjos).

 

 

 

 


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